Ações do documento

21 a 25/07/2011

Seminário destacará Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha – 21/07/2011
Matéria reproduzida em: Prefeitura Municipal de Cubatão
Programação é da Prefeitura, por meio da Semci, realizada pela Coordenadoria Especial de Igualdade Racial e Étnica
 
Destacar a passagem do Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, 25 de julho, e também a do Ano Internacional dos Afrodescendentes (2011), instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e referendado pela Presidência da República, por meio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir. Esse é um dos objetivos do seminário Mulheres Negras, Raízes da Resistência, a ser realizado no dia 25, segunda-feira, a partir das 13h30, no auditório da Câmara Municipal de Cubatão, à Praça dos Emancipadores s/nº, Centro Cubatão.
A promoção é da Prefeitura, por intermédio da Secretaria Municipal de Cidadania e Inclusão Social (Semci), realizada pela Coordenadoria Especial de Igualdade Racial e Étnica de Cubatão. Consta ainda de parceria com a Coordenadoria Especial de Políticas para Mulheres, com apoio do Fórum Metropolitano de Juventude Negra e do Educafro.   
A informação é do titular dessa coordenadoria, Júlio Evangelista Santos Júnior. Segundo adiantou deverá ser composta a mesa de abertura do evento, às 13h30. Para as 14 horas, está prevista a palestra de tema Mulheres Negras: Empoderamento e Auto-estima, a cargo da Dra. Izabel Cristina Marques, advogada e professora, militante do Movimento Negro e Feminista, e coordenadora na Baixada tanto do Projeto Educafro como também do Fórum Metropolitano de Juventude Negra e ex-conselheira do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (CPDCN) de Cubatão.
Na sequência, com início marcado para as 14h45, haverá a mesa redonda Racismo, Machismo e Mercado de Trabalho, de que participarão a palestrante; Daniela Buruaem (Dany Buru), produtora, organizadora e assessora de eventos e coordenadora do Projeto Rap Day; e Paloma dos Santos, diretora sindical e coordenadora do projeto Educafro, Núcleo Cubatão.
Ficou programada para as 15h30 a entrega do prêmio Maria Liberata – Vó Bia. Menção honrosa será dedicada a Regina Helena Madeira (neta da Vó Bia), servidora municipal, militante do Movimento Negro e ex-conselheira do CPDCN. Na oportunidade, será premiada Paloma dos Santos e homenageadas Daniela Buruaem (Dany Buru) e Dra. Izabel Cristina Marques.
Júlio Evangelista disse que a data a que o evento faz alusão foi instituída durante o I Encontro da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, onde se reuniram cerca de 400 mulheres negras de todo o mundo. Afirmou tratar-se de uma data para reflexão, luta anti-racista e feminista e de festividade.
 Conferência - A partir das 16h15, ainda no interior da programação, ocorrerá elaboração de propostas sob a temática Mulheres Negras, com vistas à Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, marcada para 24 de agosto, às 17h30, no Bloco Cultural José Edgard da Silva, anexo ao prédio da Prefeitura.
A exemplo desta, outras pre-conferências estão marcadas em diferentes datas e locais. No dia 27, às 19 horas, o local é a Associação Comercial e Industrial de Cubatão (Accic), à Rua Bahia, 171, Centro; em 2 de agosto, às 15 horas, ocorrerá no Centro de Referência do Idoso Antonia Bonfim de Aquino, o Conviver da Terceira Idade, à Rua Fernando Costa, 181, Vila Santa Rosa; dia 9 de agosto, às 14 horas, no Centro de Aprendizagem Metódica e Prática Mário dos Santos, Camp de Cubatão, à Rua José Vicente, 440, Sítio Cafezal; dia 10 de agosto,13 horas, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Fabril, à Rua do Bosque, 2; e dia 17, às 14 horas, no Cras do Jardim Real, à Rua Acácia dos Santos Pereira, 45.
 
Prefeitura de Quatis-RJ anuncia que Obras em Quilombo começaram em maio – 21/07/2011
Matéria reproduzida em: Portal Uol – Diário do Vale
 
Quatis
A prefeitura de Quatis anunciou hoje (21) que as obras de melhoria da comunidade remanescente do Quilombo de Santana estão em andamento desde maio. Foram investidos R$ 270 mil na reforma de 17 casas e construção de outras quatro. A obra, que está prevista para terminar em novembro, está sendo feita através de uma parceria entre a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e a Caixa Econômica Federal.
- Os moradores cujas residências estavam instaladas em terrenos que ofereciam algum tipo de risco, como deslizamento, ou que eram de pau a pique, por exemplo, vão receber moradias novas, em outros locais dentro da própria Comunidade do Quilombo - explicou o secretário de Obras, José Carlos Szerban, que está cuidando das modificações.
Construções de pau a pique utilizam uma técnica antiga que entrelaça madeiras verticais fixadas no chão, com vigas horizontais de bambu, amarradas por cipós. As perfurações originadas por esta união são preenchidas por barro, transformando-se em parede.
No caso de Santana, segundo a secretaria de Obras de Quatis, as obras das casas de pau a pique teriam sido mal executadas e isso, como apontou o laudo técnico feito pela secretaria. Isso estaria ocasionando fendas e rachaduras nas casas, o que, segundo especialistas, poderia facilitar o acesso de roedores e insetos, como o barbeiro, ao interior das residências.
O financiamento está sendo feito com recursos do Programa de Melhorias Habitacional Precárias de Comunidades Tradicionais e Assentamentos. Para ser beneficiado, o município criou um projeto contendo todas as necessidades dos moradores do Quilombo de Santana e, com o material, buscou aprovação do Ministério do Desenvolvimento Social.
Fazem parte do processo de melhorias aos moradores, além das obras, ações criadas pela secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, com o objetivo de, além de conhecer a vontade dos moradores quanto às modificações que estão sendo feitas, educá-los para o melhor aproveitamento das obras.
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Hélio Ricardo, detalhou que equipes de técnicos vêm fazendo palestras, oficinas, atividades comemorativas e visitas domiciliares para conhecer os moradores e suas necessidades.
- Com essas ações foi apurado, por exemplo, que boa parte das pessoas de Santana não possuía documento de identificação pessoal - lembrou Hélio, acrescentando que, diante disso, foi feito um mutirão para a emissão destes documentos.
Além da secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, também estão envolvidas neste processo as secretarias de Esporte e Lazer, de Saúde e de Educação e entidades civis. De acordo com o prefeito José Laerte d'Elias, o projeto visa, além da melhoria física das habitações, melhorar a vida das pessoas que habitam a região.
- Isso é tratar as pessoas com respeito, é humanizar a relação delas na própria comunidade. E respeito e humanização são dois princípios fundamentais de uma cidade que busca ser Educadora - afirmou o prefeito.
Hélio frisou que as obras devem beneficiar 21 famílias, que equivale a cerca de 98 famílias.
Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,43582,Prefeitura-de-Quatis-anuncia-que-Obras-em-Quilombo-comecaram-em-maio.html#ixzz1SqWTFBPe
 
Mulher sofre ato de Discriminação Racial – 22/07/2011
Matéria reproduzida em: Comunidade Afro em Ação
 
O Profº Ademir Felix de Jesus, Assessor de Promoção da Igualdade Racial, recebeu no dia 20/07/11 (quarta-feira) no período da tarde na Assessoria de Promoção da Igualdade Racial de Maringá (PR), uma mulher que sofreu um ato de violência, sendo que a mesma irá entrar com uma Ação na justiça, contra a pessoa que cometeu essa violência, para acompanhá-la será o senhor Pedro C. Thomas da P C Assessoria. Esta Assessoria já acompanhou um outro caso de violência, acontecido com outra mulher há um ano atrás a pessoa que cometeu a violência foi condenada pela justiça.
A Mulher que sofreu a violência, todos os procedimentos cabíveis foram realizados e a mesma teve o apoio da Assessoria de Promoção da Igualdade Racial de Maringá.
 
Estatuto da Igualdade Racial é usado de forma positiva no Brasil – 22/07/2011
Matéria reproduzida em: Agência Brasil, 24Horas News, Jornal do Brasil, O Repórter 
 
O Estatuto da Igualdade Racial. em vigor há um ano, está sendo usado de forma positiva no Brasil, de modo que "possa valer a pena na vida de um negro". A afirmação foi feita pela secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, ao participar de debate que o programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, promoveu para lembrar o primeiro ano do estatuto.
Segundo a ministra, o estatuto é uma lei sem consequências e é autoaplicável. Luiza Bairros disse que está em estudo a criação de uma rede integrada para acompanhar mais de perto casos de racismo e desigualdade racial no país. "Com a rede, vamos procurar formas de mostrar à sociedade o quanto é importante usar o estatuto, pois vivemos num país que ainda sofre uma resistência muito grande ao uso da legislação antirracista.”
Para a assistente técnica da Coordenação de Assuntos da População Negra (Cone) Nair Novaes Aparecida, que também participou do debate, ainda há racismo e discriminação no país, o que está cada vez mais visível na sociedade brasileira. “O negro, como qualquer outro cidadão, tem direitos e deveres, e deve ser tratado como um ser normal, sem preconceito, racismo ou discriminação”, disse Nair.
Segundo a representante do Cone, cabe ao Poder Público ir às entidades, dialogar com a sociedade, ir aos municípios, fazendo a interlocução com a sociedade civil e levando o conhecimento do estatuto à população. "É preciso informar à população que esse estatuto pode fazer a diferença para o cidadão e indivíduo negro numa sociedade bastante preconceituosa. Devemos valorizar o negro na nossa sociedade.”
Em São Paulo, o Estatuto da Igualdade Racial está abrindo portas para o combate ao racismo, disse Antonio Carlos Arruda, representante da Coordenação de Políticas para População Negra e Indígena da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado.
“Aqui em São Paulo, estamos instalando centenas de postos de atendimento à população, para que ela possa denunciar a discriminação racial. De outubro do ano passado até junho deste ano, tivemos 68 denúncias. Nosso objetivo com esses postos é triplicar o número de denúncias para tomarmos providências e impedir que se repitam os casos de racismo" possa ocorrer novamente”, ressaltou Arruda.
O Estatuto da Igualdade Racial, sancionado em 20 de julho do ano passado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como Lei  12.288/2010, tem como objetivo garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais e coletivos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
 
Encontro neste sábado aborda temática pela igualdade racial – 22/07/2011
Matéria reproduzida em: JC Rio Claro - SP
 
A terceira edição do Encontro Municipal de Mulheres Negras "Dona Olga Maurício" aconteceu no sábado, no Auditório do Núcleo Administrativo Municipal, à Rua 6, nº 3.265, Alto do Santana. O encontro, que tem como tema “Direitos e Cidadanias das Mulheres Negras”, é uma homenagem ao dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado no dia 25 de julho.
A idealização da atividade é da Equipe Palmares, com apoio da Prefeitura Municipal de Rio Claro - SP e Conselho Municipal da Comunidade Negra de Rio Claro.
De acordo com Kizie de Paula Aguiar Silva, assessora da Integração Racial, na abertura do evento acontecerá a apresentação do grupo Abadá Capoeira, sob o comando do professor Bruno. Haverá também palestras com as representantes do Movimento Social Negro, Márcia Adão e Magali Mendes, com quem os participantes realizarão um debate-papo. O encerramento está marcado para as 13 horas com almoço de confraternização.
"Assim, com o desenvolvimento destes eixos objetiva-se levar conhecimento, informação, bagagem para as lutas pela igualdade racial e acima de tudo superar as desigualdades de raça/etnia, gênero e classe nas quais as mulheres são acometidas", observa Kizie.
A assessora da Integração Racial revela ainda que este ano, como proposto e aprovado por todos os presentes no encontro de 2010, o evento torna-se municipal e recebe o nome da mulher que é símbolo da resistência e luta da comunidade negra rio-clarense, Dona Olga Maurício, falecida em julho de 2010. A participação é aberta ao público.
 
Prefeito Roberto Góes assina decreto que cria o Instituto Municipal de Promoção da Igualdade Racial – 22/07/2011
Matéria reproduzida em: www.correianeto.com.br
 
O prefeito de Macapá Roberto Góes assina neste domingo, 25, o decreto que transforma a Coordenadoria Municipal de Igualdade Racial (Comir) em autarquia. O órgão passa a ser denominado de Instituto Municipal de Promoção da Igualdade Racial.
O evento acontece às 10h no Centro de Cultura Negra e terá a presença da Ministra da Igualdade Racial, Luiza Helena de Bairros. No mesmo ato, Roberto Góes assina a regulamentação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e designa a comissão que trabalhará na elaboração do Plano Municipal de Igualdade Racial.
De acordo com a coordenadora Danniela Ramos, da Comir, será, ainda, assinado um convênio para fortalecimento do Centro de Cultura Negra. “Antes do ato, a partir das 8h30, a ministra terá uma reunião de trabalho com a Coordenadoria e segmentos afros para discutirmos políticas voltadas à igualdade racial, como a efetiva implantação do estudo da história e cultura afro e indígena nas escolas”, declarou, lembrando que Macapá deve ser o primeiro município amapaense a implantar a disciplina.
Às 11h, acontece a apresentação de Marabaixo, Hip Hop, copoeira, dentre outras manifestações amapaenses. Às 12h30, acontece encontro da ministra com lideranças dos movimentos sociais negros e quilombolas de Macapá e às 14, Luiza Helena de Bairros visita a comunidade quilombola de São José do Mata Fome, no Distrito da Pedreira.
 
Prefeitura de Macapá
Coordenadoria de Comunicação
 
Ministra da Igualdade Racial vem ao Amapá – 22/07/2011
Matéria reproduzida em: www.correianeto.com.br
 
Agenda: Ministra Luiza Helena de Bairros
Dia 23/07 – sábado
9h30 Café da manhã e coletiva com a Imprensa.
Local: SEBRAE
 
10h Agenda com os Movimentos Sociais
Local: SEBRAE
 
17h Plenária com o Partido dos Trabalhadores
Local: Sede do Sindicato dos Urbanitários
 
Dia 24/07 – Domingo:
8h30 Café com a COMIR e Prefeito de Macapá Roberto Góes
Local: Macapá Hotel
Resp. COMIR/PMM
 
9h30 Cerimonial da Prefeitura Municipal de Macapá:
• Assinatura do Decreto de Regulamentação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial
• Ato de assinatura do Projeto de Lei de transformação da COMIR em Altarquia: Instituto Municipal de Política de Promoção da Igualdade Racial;
• Assinatura do Decreto de Instalação da Comissão de Elaboração do Plano Municipal de Igualdade Racial;
• Assinatura do Convenio de fortalecimento e revitalização do Centro de Cultura Negra do Amapá;
• Encerramento com apresentação Cultural de Marabaixo, Hip Hop, Capueira e outros.
Local: Centro de Cultura Negra
Resp. COMMIR/PMM
 
11h Visita a Comunidade Quilombola São José do Mata Fome
Local: São José do Mata Fome
Resp. COMIR/PMM
 
TARDE:
16h Abertura do evento: Plenária Estadual Marcha das Margaridas 2011
Local: Sindicato dos Servidores Públicos Federais
 
Dia 25/07 – Segunda-feira
Saída às 6h para o Município de Mazagão – Evento da Festa de São Tiago
Retorno às 16h para Macapá
Contato.
Assessoria dep. Dalva Figueiredo – Ana Délia – 9972-0013/8137-1313

A ministra
LUIZA BAIRROS nasceu em Porto Alegre, RS, onde cursou a graduação em Administração Pública e Administração de Empresas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Vive em Salvador, BA, desde 1979, quando passou atuar no Movimento Negro Unificado (MNU). Sua militância no movimento de mulheres teve início com a formação, em 1981, do Grupo de Mulheres do MNU. Participou ativamente das principais iniciativas do movimento negro na Bahia e no Brasil, sendo que, em 1991, foi eleita como a primeira coordenadora nacional do MNU, organização em que permaneceu até 1994.
No mesmo período, trabalhou na então Secretaria do Trabalho e Ação Social do Estado da Bahia, gerenciando programas de apoio ao trabalhador autônomo e participando em pesquisas e estudos sobre o mercado de trabalho na Bahia e Região Metropolitana de Salvador. Dessa experiência resultou sua dissertação de Mestrado em Ciências Sociais, “Pecados no Paraíso Racial: O negro no mercado de trabalho da Bahia – 1950-1980”, na Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Em 1998, ao retornar de uma temporada de quatro anos nos Estados Unidos, onde cursou pós-graduação em Sociologia, na Michigan State University, tornou-se Pesquisadora Associada do Centro de Recursos Humanos (CRH), da UFBA, e fundou, em parceria com a Conferência Nacional de Cientistas Políticos Negros, organização norte-americana, o Projeto Raça e Democracia nas Américas. Esta iniciativa promove a troca de experiências entre estudantes de pós-graduação afro-brasileiros e pesquisadores afro-norte-americanos. Foi professora de Sociologia da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Salvador (UCSAL).
Trabalhou como consultora do Sistema Nações Unidas no Brasil no processo da III Conferência Mundial contra o Racismo e em projetos de interesse da população afrobrasileira. Entre os projetos de cooperação internacional nos quais atuou, se destaca o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), implementado na Prefeitura da Cidade do Recife, Prefeitura Municipal de Salvador e no Ministério Público de Pernambuco, com o apoio do Ministério do Governo Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Seus artigos sobre racismo, sexismo e o negro no mercado de trabalho foram publicados nas revistas Afro-Ásia, Análise & Dados, Caderno CRH, Estudos Feministas, Humanidades, e Força de Trabalho e Emprego, em livros de coletânea e em periódicos das Nações Unidas no Brasil. Tem apresentado trabalhos em diversos seminários, congressos e eventos similares, promovidos por universidades, agências governamentais, não-governamentais e internacionais, abordando as questões racial, da mulher, de gênero e o enfrentamento ao racismo institucional.
De agosto de 2008 a dezembro de 2010, foi titular da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (SEPROMI), que trata de políticas para mulheres e de igualdade racial. Em janeiro de 2011, assume o cargo de Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) do governo Dilma Roussef.
Disponível em http://www.seppir.gov.br/
Emendas destinadas ao município de Mazagão
A Coordenadora da Bancada Federal, deputada Dalva Figueiredo (PT) destinou ao longo de seu primeiro mandato diversas emendas parlamentares ao município de Mazagão, resultado de permanente atuação política na comunidade: R$278 mil para construção do Terminal Turístico Fluvial; R$214 mil para a construção de um Centro de Atendimento ao Turista em Mazagão; R$200 mil para reforma e ampliação do escritório do Rurap em Maracá; R$200 mil para reforma da Escola Família do Carvão; R$300 mil para creche em Carvão – Mazagão e R$100 para apoio na realização da Festa de São Tiago.
 
População negra vê polícia como inimigo, diz líder da Unegro – 23/07/2011
Matéria reproduzida em: Correio do Brasil e Jornal do Brasil
 
“Apesar dos avanços, não podemos negá-los, nós, negros, ainda estamos em desvantagem”. A análise é do coordenador nacional da União de Negros Pela Igualdade (Unegro), Jerônimo Silva Júnior, que, em entrevista a Terra Magazine, comentou o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre características Étnico-Raciais da População, divulgado nesta sexta-feira (22). Segundo a pesquisa, 63,7% dos entrevistados reconheceram a influência da raça e da cor na vida das pessoas. Entre as situações nas quais esses fatores exercem maior interferência, conforme o resultado da sondagem, o trabalho aparece em primeiro lugar, seguido pela relação com a polícia/Justiça, o convívio social e a escola.
Para Jerônimo Silva Júnior, também coordenador da Unegro na Bahia, a pesquisa “só reafirma as reivindicações por políticas públicas de promoção da igualdade racial”. “O negro defende a tese de que as relações socioeconômicas e políticas no país foram estruturadas numa concepção de hierarquia racial. Isso não só por conta dos 350 anos de escravidão, como também toda negação de políticas específicas voltadas para a busca da igualdade de oportunidades”, explica ele.
“Hoje podemos dizer que a origem das desigualdades sociais no Brasil é majoritariamente por conta das desigualdades raciais que ainda permanecem, fruto desse processo escravocrata, que foi a base de sustentação da nossa economia durante 300 anos. Isso reflete até então na estrutura social”, considera.
Na avaliação dele, há, sim, relação entre a cor da pele e as oportunidades no mercado de trabalho. “Vou te dar um exemplo. Sou funcionário de um dos maiores bancos do País. Na semana passada, encontrei, pela primeira vez, nos meus 23 anos de banco, um gerente com cabelo dread. Foi tão emocionante que eu o abracei, apertei a mão dele e falei: ‘Poxa, que felicidade encontrar alguém parecido comigo dentro da agência’”.
“Uma pesquisa fez uma avaliação de negros nas 50 maiores empresas brasileiras. Quando chega no corpo gerencial, não existem negros. Fiz um levantamento na própria empresa em que trabalho, um banco com mais de 800 funcionários, e constatei que os negros não chegam a 100. Isso, aqui, em Salvador, onde a população é composta por 90% de afrodescendentes”, exemplifica.
“Caçar negros”
De acordo com a pesquisa do IBGE, 68,3% dos entrevistados afirmaram que a cor influencia na relação com a Justiça e com a polícia. O coordenador nacional da Unegro, mais uma vez, recorre à história para explicar a existência de um conflito entre os negros e os aparatos de segurança do Estado.
“A polícia no Brasil nasce para caçar escravos fugidos. Ao ganharmos a liberdade, o direito de sermos enquadrados como cidadãos, foram caracterizados como delinquentes, criminosos, aqueles que tinham o fenótipo dos ex-escravos com a ideologia Lombrosiana (Cesare Lombroso) ou aqueles que praticavam alguma ação que era tida como ato criminal, seja ela praticar religião de matriz africana, considerado contravensão, ou jogar capoeira”, esclarece. “Todas as nossas práticas culturais eram vistas como algo criminoso. Então, a polícia sempre foi vista pela população negra como alguém que estava ali para nos reprimir”, conclui ele.
Segundo ele, nos dias de hoje, essa concepção ainda se mantém. “Com a maioria dos centros urbanos vivendo o conflito da violência, isso recai em uma população marginalizada, que, coincidentemente, é de predominância negra. Então, a população negra e a marginalizada, negra ou não, vêm a polícia como inimigo, e não como um instrumento de proteção do Estado. Acredito que com novas experiências, como as Unidades de Polícia Pacificadora, a polícia comunitária, quem sabe, daqui a anos, a gente reverta esse quadro”, acredita.
Denominada “Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça”, a sondagem do IBGE coletou informações em 2008, em uma amostra de cerca de 15 mil domicílios, nos estados do Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal.
Fonte: Terra Magazine
 
Afrodescententes e ONU – 23/07/2011
Matéria reproduzida em: Diário de Cuiabá
Em respeito aos negros e em defesa da raça negra espalhada mundo afora, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011 “Ano Internacional dos Afrodescendentes”. Porém, no Brasil onde 51,1% da população se declara negra ou parda - segundo o IBGE - praticamente não se vê nenhuma ação que contribua com o objetivo da ONU. 
Racismo e preconceito sempre existiram, mas ao longo do tempo mudam de enfoque. O preconceito racial em Mato Grosso é mínimo, a julgar pelo noticiário. Porém, há outros tipos de preconceitos a exemplo da homofobia, no campo das esferas sociais e contra etnias indígenas. No entanto, o negro – felizmente – está perfeitamente bem entrosado no conjunto da população mato-grossense. 
Em Mato Grosso o entrosamento racial entre negros e brancos não significa que a raça negra receba o reconhecimento oficial, como deseja a ONU e como prevê o plano estabelecido pela cartilha do Ano Internacional do Afrodescendente. 
Quilombolas enfrentam problemas agrários em Mato Grosso e têm dificuldade para reconquistar a posse da terra onde viveram seus antepassados e que por direito constitucional agora lhes pertence. 
Vila Bela da Santíssima Trindade promove a Festança, que é a maior manifestação cultural afrodescendente do Centro-oeste e não recebe apoio oficial compatível para tanto. 
A Festança acontece em julho e reúne as celebrações católicas ao Glorioso São Benedito, Mãe de Deus, Divino Espírito Santo e às Três Pessoas da Santíssima Trindade. Esse evento surgiu há algumas décadas, no período em que a cidade não tinha padre e quando este a visitava a comunidade afrodescendente concentrava as quatro celebrações num período para que o sacerdote participasse das mesmas. 
A base populacional de Vila Bela é formada por descendentes de escravos que ali viveram quando a cidade foi a primeira capital de Mato Grosso. Seus moradores lutam para manter as tradições que lhes foram transmitidas pelos ancestrais e não encontram apoio para tanto. 
Independentemente do calendário estipulado pela ONU, Mato Grosso tem que voltar os olhos aos afrodescendentes que clamam por justiça agrária e pelo fortalecimento de suas manifestações culturais. 
Não é justo que quilombolas permaneçam numa espécie de diáspora ou cultivando sem financiamento e assistência agronômica no Estado que liderada o ranking da produção e produtividade agropecuária e onde jorram fartos financiamentos de custeio agrícola. 
Não se concebe que em Vila Bela, a cidade mais negra do Brasil, seus grupos culturais afrodescendentes sejam mantidos fora dos incentivos concedidos pelos governos federal e estadual. 
O Ano Internacional do Afrodescendentes se encerra em 31 de dezembro. Portanto, ainda restam mais de cinco meses para que sua proposta alcance objetivos mundo afora e inclusive em Mato Grosso, onde a simples mudança de enfoque da política pública pode mudar por completo o cenário atual da população negra. 
“A base populacional de Vila Bela é formada por descendentes de escravos
 
Começa nesta terça Seminário de Educação e Diversidade da FLIT – 25/07/2011
Matéria reproduzida em: Jornal O Girassol
Começam nesta terça, as múltiplas apresentações do I Seminário Estadual de Educação na Diversidade, a partir das 8 horas, com palestras, dinâmicas, apresentações teatrais, músicas e apresentação da cultura indígena e quilombola. A FLIT começa nesta segunda-feira, 25, às 18 horas, na Praça dos Girassóis, em Palmas.
O seminário será destinado a gestores, professores, alunos, militantes e pessoas interessadas. Os inscritos deverão ficar atentos para pegar a credencial no local, onde ele se inscreveu como primeira atividade.
O objetivo do seminário é promover a troca de conhecimentos sobre as políticas afirmativas voltadas para a educação na diversidade referente às relações étnico-raciais, Educação do Campo, Educação Indígena, Meio Ambiente, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Direitos Humanos e Gênero.
De acordo com o educador Maximiano Bezerra, da Diretoria da Educação Indígena e Diversidade da Secretaria da Educação, o seminário é uma forma de discutir as políticas para a diversidade e inclusão, de promover uma troca de experiências e certificar os professores.
As atividades do seminário vão acontecer nos auditórios do Palácio Araguaia, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça. O seminário será realizado no período de 26 de julho a 03 de agosto.
 
Eis a programação para esta terça-feira
Data 26 de julho
Local: Auditório do Palácio Araguaia
Palestra ‘a importância do alinhamento de conteúdos no contexto da reforma’, com Gisele Gama Andrade, às 9 horas.
Palestra ‘implementação e implantação do ensino integral’, com Cleudemar Abreu Lopes, às 14 horas.
Palestra ‘herança cultural, capoeira e educação’, com Reginaldo da Silveira Costa, mestre Squisito, às 16 horas.
No Auditório do Tribunal de Justiça
Palestra ‘comportamento e ética profissional’, com Letícia de Sousa Bringel, às 8 horas.
Palestra ‘Fatores de sucesso do Enem’, com Milton Aparecido Maia, às 10 horas.
Ás 14 horas, continuam as discussões sobre ‘fatores de sucesso do Enem’, desta vez, com Walther Castelli Júnior.
Palestra ‘educação pública de qualidade e o Enem’, com Hélio Paulo Ferreira Filho, às 16 horas.
No Auditório do Ministério Público
Palestra ‘poderes e deveres do gestor público’, com Luís Gomes Leite, às 9 horas.
Palestra ‘as várias faces do patrimônio Cultural’, com Genilson Rosa Severino Nolasco, às 10 horas.
Palestra ‘a gestão da sala de aula – procedimentos básicos para o sucesso do docente’, com Berilo de Sousa Marques, às 14 horas.
Palestra ‘contextualização da educação integral’, Marly Cristina Oscar da Rocha, às 16 horas.
No auditório da Assembleia Legislativa
Palestra ‘metodologias pedagógicas da escola Thereza Gabriel Zoccal’, com Marlene de Jesus Rico Gava, às 8 horas.
Palestra ‘boas práticas e manuseio de alimentos’, com Gizella Diniz Campos de Oliveira, às 10 horas.
No período da tarde, há discussões sobre as metodologias pedagógicas da escola, desta vez com a professora Márcia Marquesine Fernandes, às 14 horas.
Palestra ‘alfabetização sem segredo, um novo olhar no processo da alfabetização da escrita e da leitura’, com Regina Maria Soares, às 16 horas.
No auditório do Tribunal de Contas
Palestra ‘psicologia econômica, como lidar melhor com o seu dinheiro’, com Vera Rita de Mello Ferreira, às 8h30.
Palestra ‘eu e minha escola’, com Milena Alves de Sousa Azevedo e Sebastião Mendes de Sousa, às 10 horas.
Palestra ‘como envelhecer sem ficar velho, porque o melhor ainda está por vir’, com Neila Osório e Luiz Sinesio Silva, às 14 horas.
Palestra ‘festejos do Divino Espírito Santo, uma referência cultural do Tocantins’, com Noeci Carvalho Messias, às 16h30.
(Informações Assessoria Comunicação Seduc)