Ações do documento

21 a 25/04/2011

 

CLIPPING MINISTRA

 

R7 Notícias (Portal da Record) - 20/04/2011 - 12h21
Dilma premia com medalha apenas 13 dos 37 ministros
Apenas um dos 513 deputados e um dos 27 governadores ganharam a mais alta honraria
Renan Ramalho
A mais alta honraria dada pelo governo a personalidades brasileiras
A presidente Dilma Rousseff escolheu apenas 13 da equipe de seus 37 ministros para receber, nesta quarta-feira (20), a mais alta honraria pelo governo a personalidades brasileiras. Concedida todos os anos, no Dia do Diplomata, a Ordem de Rio Branco, simbolizada numa medalhinha, é dada para “galardoar aos que, por qualquer motivo ou benemerência, se tenham tornado merecedores do reconhecimento do governo”.
Entre os mais altos funcionários do Executivo, os ministros, receberão a homenagem mais importante, a grã-cruz de cor branca, José Eduardo Cardozo (Justiça), Wagner Rossi (Agricultura), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Miriam Belchior (Planejamento), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Pedro Novais (Turismo), Mario Negromonte (Cidades), Alexandre Tombini (Banco Central), Helena Chagas (Comunicação Social), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), Luiza Bairros (Igualdade Racial) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).
Os ministros tidos como os mais poderosos no entorno da presidente, Antonio Palocci (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda), ficaram de fora. No Planalto, circulam rumores de que os dois não se batem.
Também ficaram de fora ministros populares e de áreas vistas como prioritárias, como Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Haddad (Educação). Nelson Jobim (Defesa) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), este último bastante ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também não receberam.
No mais alto grau de honraria, apenas um dos 594 deputados e senadores recebeu a medalha: o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (RS). Entre os 27 governadores, apenas Tião Viana (AC) levou. Os dois são petistas.
Instituída em 1963 pelo presidente João Goulart –que no ano seguinte seria deposto pelos militares—a Ordem de Rio Branco firmou-se como tradição na diplomacia todos os anos. Ela serve “ao estimulo a pratica de ações e feitos dignos de honrosa menção”.
A grã-cruz foi dada, no total, a 22 personalidades, que incluem ainda militares, embaixadores e o presidente do TCU, Benjamin Zymler. Abaixo, em graus menos importantes, foram concedidas a autoridades, artistas e intelectuais sete medalhas de grande oficial (cor verde), três de comendador (cor rosa), cinco de oficial (cor cinza), dois de cavaleiro (cor amarela) e um de medalha (cor azul).
Entre os artistas homenageados estão o cineasta Sylvio Back, o escultor Darlan Rosa, o artista plástico Francisco Galeno. O professor de literatura da UFRJ Antonio Carlos Secchin também foi premiado.


CLIPPING OUTROS ASSUNTOS DE INTERESSE

 

Portal Vermelho (PCdoB) – 25/04/2011
Campanha divulga Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas
A campanha de rádio “Respeito e dignidade para as trabalhadoras domésticas: uma profissão como todas as outras” comemora o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, comemorado em 27 de abril. A campanha está sendo veiculada para emissoras comerciais, comunitárias, universitárias, sindicais de todo o Brasil. O objetivo é divulgar os direitos das trabalhadoras domésticas e valorizar o trabalho doméstico.
São três spots de 60 segundos, em média, gravados com a presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), um empregador e uma trabalhadora doméstica.
Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, em 2008, a categoria das trabalhadoras domésticas representava 15,8% do total da ocupação feminina, o que correspondia a 7,2 milhões de pessoas. Entre as mulheres negras, 20,1% das ocupadas eram trabalhadoras domésticas. Dentre as mulheres brancas, amarelas e indígenas ocupadas, o trabalho doméstico correspondia a cerca de 12% do total da sua ocupação.
O trabalho doméstico é marcado por condições precárias. Somente 26,8% da categoria têm carteira assinada. Entre aquelas que não têm carteira assinada, as mulheres negras eram a maioria (59,2%).
Os baixos rendimentos também são uma característica desta ocupação. Entre as trabalhadoras com carteira assinada, o rendimento médio mensal era de R$523,50, ao passo que entre aquelas sem carteira, esta média caia para R$ 303,00. As trabalhadoras negras recebiam, em média, apenas R$ 280,00.
Desvalorizado e invisível
Apesar do reconhecimento oficial como ocupação e dos direitos assegurados em lei, o trabalho doméstico é um trabalho desvalorizado e invisibilizado. É marcado pela informalidade, pouco cobertura da proteção social e baixa remuneração. As trabalhadoras domésticas sofrem com o desrespeito sistemático de seus direitos humanos e dos direitos fundamentais no trabalho. É uma ocupação na qual as discriminações de gênero e raça se entrelaçam e se fortalecem mutuamente.
A desvalorização do trabalho dos cuidados, tradicionalmente realizado pelas mulheres, e a associação com atividades realizadas em regime de servidão e escravidão estão na base do não reconhecimento do trabalho doméstico como uma profissão como todas as outras.
O trabalho doméstico é uma atividade laboral essencial não apenas para o funcionamento dos lares, como também para a sociedade e para as economiasAs características peculiares do trabalho doméstico e sua complexidade colocam grandes desafios do ponto de vista da ação pública e da organização de atores sociais para a superação das discriminações de gênero e raça e para a promoção de direitos.
A iniciativa da campanha, que começou no último dia 18 de abril e prossegue durante toda essa semana, é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ONU Mulheres) e Fenatrad, com o apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
De Brasília, Com informações da ONU Mulheres

Midiamax News (Campo Grande/MS) - 24/04/2011 – 19h57
Homem espancado dentro da Lojas Americanas espera por cirurgia no nariz
Priscilla Peres
Diego Alves
Márcio Antonio de Souza, de 33 anos, que foi espancado no último sábado (23) por um segurança da Lojas Americanas, após ser acusado de furtar um ovo de páscoa, continua internado na Santa Casa e espera por cirurgia no nariz, que quebrou em três partes.
Márcio que é vigilante, não possui convênios médicos e é usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Devido à demora e a superlotação do atendimento da Santa Casa, a cirurgia ainda não foi marcada.
Ele explica que ainda não consegue abrir o olho devido ao inchaço e que sente muitas dores de cabeça, além disso, mal consegue comer por causa da dor no maxilar.
Sindicato dos vigilantes
Segundo o diretor social Hildo Custódio dos Santos, do Sindicato dos empregados e empresas de segurança e vigilância de transporte de valores de Campo Grande e região (Seesvig), o caso será investigado e se for comprovada a agressão, o segurança da Lojas Americanas pode ser impedido de exercer a profissão.
O irmão de Márcio irá até o Seesvig nesta segunda-feira (25), para apresentar o boletim de ocorrência e o laudo médico que comprovam a agressão.
A segurança da Lojas Americanas é feita por uma empresa privada de Campo Grande. O Seesvig irá entrar em contato com a loja e a empresa de vigilância para saber mais informações sobre o caso.
 “O sindicato repudia a agressão física, pois o cara preparado na área não pode ter essas atitudes com ninguém, muito menos com um colega de profissão”, destaca Hildo.
A empresa S. & V. vigilância, segurança e serviços limitados de Campo Grande que presta serviço para a Lojas Americanas informou que ainda não tem conhecimento do caso e que o responsável pela empresa está de férias.
O caso
Márcio havia comprado um ovo de páscoa em outro estabelecimento, e estava passando por dentro da Lojas Americanas quando foi abordado por um segurança e acusado de ter furtadoi o chocolate.
Ele garante que não teve tempo de explicar que não havia furtado o ovo. A família acredita que a agressão foi motivada por racismo. Márcio é afro-descendente.
“Tinha comprado dois ovos de páscoa no Makro (outro estabelecimento na Capital) e marcado para entregar um deles na rua Cândido Mariano para minha filha, na frente da loja. Após dar o presente dela, resolvi atravessar a loja das Americanas para pegar minha moto, que tinha deixado na rua Dom Aquino. Foi quando fui pego pelo segurança”, conta Márcio.
Márcio foi levado para uma sala reservada, onde foi espancado.

Midiamax News (Campo Grande/MS) - 24/04/2011 – 19h57
Jovem de 19 anos é vítima de racismo em Camapuã
Vinícius Squinelo
S. A. R., de 19 anos, registrou um boletim de ocorrência no fim da tarde deste domingo de páscoa (24) informando que foi vítima de racismo na cidade de Camapuã.
Segundo a vítima, moradora do centro da cidade, uma outra mulher teria passado ao seu lado e xingado palavras de cunho racista, pelo fato da vítima ser afro-descendente.
Ainda segundo S. A. R. não é a primeira vez que o caso acontece, envolvendo sempre a mesma mulher. A vítima registrou queixa na Delegacia de Polícia de Camapuã.

Canal Rural - 24/04/2011 - 13h20
Comissão vai apoiar legalização de terra quilombola em Goiás
Grupo irá questionar o TJ de Goiás sobre a lentidão dos cartórios
Ao final de audiência pública sobre os problemas que afetam a população quilombola no povoado de Mesquita (GO), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias aprovou, na última quarta, dia 20, cinco encaminhamentos para dar celebridade ao processo de homologação das terras dessa comunidade.
O povoado, que fica na região do Entorno de Brasília, já teve as terras demarcadas, mas as 750 famílias ainda não receberam os títulos de posse.
Situado a 60 quilômetros do centro da capital federal, o quilombo Mesquita é remanescente dos escravos trazidos para o interior do país no ciclo da mineração, mas abandonados por volta do ano 1740. Em 2003, o governo reconheceu que a área próxima ao município goiano de Cidade Ocidental pertence aos descendentes de escravos, mas o plano diretor do município passou a considerar o local como de expansão urbana, destinado à construção de condomínios de luxo.
O processo de regularização do território está em andamento há sete anos e a comunidade alega enfrentar ameaças de grupos ligados à especulação imobiliária.
O Incra argumenta que a demora na regularização deve-se à sua escassez de recursos humanos. Apenas 10 pessoas são responsáveis por todos os estudos e levantamentos, e por notificar as mais de 300 famílias não quilombolas que estão no local. De acordo com o representante do Incra, Flávio do Santos, a maioria tem fugido das notificações.
– Os técnicos pretendem terminar o trabalho em três meses e buscam enfrentar tecnicamente as contestações judiciais que certamente aparecerão – informou.
Santos acrescentou que os interesses contrários explicam um pouco essa demora, mas garantiu que o órgão está tomando todo o cuidado para chegar a um trabalho bem feito, "com qualidade técnica, justamente por que vamos enfrentar várias contestações". Segundo ele, no final haverá a certeza "de que nós vamos ter sucesso e a comunidade terá seu território reconhecido e titulado".

Correio Braziliense e Estado de Minas – 23/04/2011
Secretarias com caixa baixo
Tidas como especiais, e com status ministerial, as pastas de direitos humanos, mulheres e negros têm, juntas, recurso inferior ao do ministério menos abonado de Dilma, o da Pesca
Alana Rizzo
Brasília – O status de ministério ficou apenas no nome de quem ocupa o cargo. As secretarias especiais, criadas no governo Lula para garantir aplicação de recursos em áreas sensíveis, amargam desde 2003 a falta de dinheiro em caixa. Neste ano, as três pastas juntas – Direitos Humanos, Políticas para Mulheres e igualdade racial – terão R$ 431 milhões para gastar. O valor é 30% menor que o orçamento, por exemplo, do Ministério da Pesca, órgão com a menor destinação de recursos na lei orçamentária – R$ 553 milhões – e que passou longe da disputa dos partidos por cargos.
Além de limitados, os orçamentos das secretarias especiais sofrem todos os anos com o contingenciamento. "A liberação dos recursos é toda no fim do ano. O que acontece é que as pastas não conseguem nem gastar. Os programas sociais não param, precisam de dinheiro o ano todo", destaca a especialista em segurança pública e gênero Eliana Graça, que critica a transparência da aplicação de verba. "Grande parte dos projetos são feitos por prefeituras e organizações não governamentais, sendo que muitos convênios são aprovados sem análise técnica e sem acompanhamento", destaca a especialista.
No ano passado, dos R$ 239,3 milhões previstos para ações de direitos humanos no país, apenas R$ 191,2 milhões foram pagos. O que significa dizer que o governo investiu menos de R$ 1 por brasileiro nessa área. A pasta é responsável por programas de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, proteção de pessoas ameaçadas, ações de acessibilidade e de defesa dos idosos.
Os cortes no orçamento deste ano também já afetaram as secretarias. A execução nas três pastas está abaixo de 10%, sendo que o pior índice está registrado na Secretaria de Políticas de igualdade racial, que gastou menos de 3%. A pasta de Direitos Humanos executou 4% do orçamento previsto para este ano.
Mesmo Dilma Rousseff tendo garantido prioridade para a infância no seu governo, até agora não houve novos investimentos no enfrentamento da violência sexual contra crianças e jovens. Apesar dos R$ 12,3 milhões disponíveis para a ação, menos de 1% está empenhado e nada foi pago. O Programa Nacional de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei (Pró-Sinase) também não teve aporte de recursos. Os dados são de um estudo preparado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) com a série histórica de gastos dessas secretarias, que compõem o orçamento social do governo.
"Há um aumento nos recursos das secretarias em geral por conta da pressão dos movimentos por emendas no Congresso, mas a verba ainda está muito aquém do ideal para os temas. É impossível combater o problema da violência contra a mulher, por exemplo, com R$ 35 milhões. Chega a ser ridículo", afirma Eliana.
Muito a fazer A Secretaria Especial da Mulher começou 2003 com R$ 33,8 milhões, quando teve uma execução de R$ 5,6 milhões, e chegou, no ano passado, a R$ 109 milhões, com R$ 96,1 milhões gastos. Além da violência, a secretaria tem, entre as atribuições, a elaboração de políticas públicas de gênero, incluindo ações de incentivo ao empreendedorismo e melhorias nas condições de trabalho.
A igualdade racial tem o pior cenário. Dos R$ 94 milhões autorizados no orçamento deste ano, pouco mais de R$ 2,2 milhões foram gastos até agora, sendo que R$ 2,1 milhões são voltados para o pagamento de despesas administrativas. O restante – menos de R$ 100 mil – foi investido no programa Brasil Quilombola e em ações de promoção de políticas afirmativas. O governo passado estabeleceu uma agenda para a assistências das 1.739 comunidades remanescentes de quilombos. O projeto era atender, até o fim do ano passado, essas áreas, localizadas em 330 municípios de 22 estados brasileiros.
"Ainda estamos muito longe de colocar esses temas como prioritários ou dentro de uma política transversal, como prevê a lei. igualdade racial, Mulheres e Direitos Humanos não estão, de fato, agregadas ao núcleo duro do governo", critica Eliana. O Estado de Minas entrou em contato com as secretarias e não obteve retorno.

FaxAju (Aracaju/SE) - 21/04/2011 - 05h49
OAB/SE recepciona representantes de Quilombolas
Audiência aconteceu no Palácio da Cidadania e contou com participação de representante do Incra
Representantes das 17 Comunidades Quilombolas reconhecidas em Sergipe estiveram reunidos com o presidente da OAB/SE, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, e com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE, Cláudio Miguel de Oliveira, debatendo a tensão existente em Sergipe por força da luta desencadeada pelo Movimento dos Remanescentes de Quilombolas no Estado de Sergipe pela conquista de propriedade, especialmente quanto a conflitos ocorridos na Região do Baixo São Francisco.
Participaram da audiência com a OAB/SE, as lideranças do Movimento, Paulo Mary Acácio, membro da Coordenação Nacional de Articulação Quilombola, e Luiz Augusto Bonfim, coordenador do Comitê Estadual das Comunidades Quilombolas, além  do representante do . O Programa é executado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Antonio Oliveira Santos, que é coordenador estadual do Programa Brasil Quilombola em Sergipe, e do advogado Thiago Oliveira, representante da OAB/SE no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA).
Os representantes das Comunidades Quilombolas fizeram relatos minuciosos quanto aos conflitos fundiários existentes no Estado, informando que em todas as comunidades existem constantes ameaças a lideranças e simpatizantes do movimento em defesa dos quilombolas. Os dirigentes da OAB/SE demonstraram preocupação quanto ao problema e se comprometeram a atender convite para o Encontro das 17 Comunidades Quilombolas que acontecerá no dia 29, a partir das 9h, no Sindicato dos Bancários.
Ficou estabelecido ainda que a OAB/SE visitará as comunidades quilombolas, especialmente nos locais de maior conflito, para tentar manter entendimentos pacíficos que possam contemplar os interesses daquela parcela da população sergipana assim como também acompanhará os procedimentos adotados pelo Incra para definir as áreas pertencentes aos quilombolas, que passam por relatório de identificação e dimensão de território, realizado, segundo enfatizou Antonio Oliveira, com participação de experiente antropóloga vindo do Estado do Pará.
Ascom OAB/SE

O Girassol (Palmas/TO) – 21/04/2011
Ocupantes de território quilombola são informados sobre desapropriações
Durante duas audiências públicas realizadas nas cidades de Arraias e Paranã, nesssa semana, 18 e 19, os ocupantes não quilombolas da área reconhecida como território da comunidade Kalunga do Mimoso receberam informações sobre os procedimentos de desapropriação dos imóveis rurais localizados nos mais de 57 mil hectares a que os remanescentes de escravos têm direito. A retirada de proprietários e posseiros foi debatida com representantes do Ministério Público Federal, Incra, Prefeituras, Câmara de Vereadores das duas cidades onde está localizada a área, Itertins, Defensoria Pública, Superintendência Estadual do Patrimônio da União, Superintendência Estadual de Patrimônio Cultural e Coordenação Nacional de Regularização de Territórios Quilombolas. Kalunga do Mimoso é a primeira das 27 comunidades que se auto definiram como quilombolas no Tocantins que está próxima de receber o título comunitário definitivo da terra. As notificações dos proprietários e a realização de vistorias para avaliação dos imóveis acontecem em maio e junho, com quatro equipes do Incra.
O procurador da República Álvaro Manzano falou sobre a determinação constitucional da União em titular as áreas remanescentes de quilombolas, atribuição do Incra fiscalizada pelo Ministério Público Federal para que sejam assegurados os direitos dos quilombolas e dos proprietários de imóveis. Aos ocupantes que não têm título definitivo, serão apresentadas alternativas para o recebimento das indenizações. O superintendente regional do Incra, Ruberval Gomes da Silva, destacou a importância da titulação para assegurar o acesso às políticas públicas, e que a regularização da comunidade resgata a história, tradições e cultura dos quilombolas na região.
A chefe de Ordenamento Fundiário do Incra, Eleusa Gutemberg, resumiu o processo de regularização desde a fase de auto reconhecimento, a portaria de reconhecimento como quilombolas e o decreto presidencial de desapropriação, além de apresentar peculiaridades do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação da Comunidade, que assegura o direito à titulação da área, e leu a a relação de processos abertos com a identificação dos imóveis e seus respectivos proprietários. Por ser uma desapropriação de interesse social, sem caráter punitivo, as indenizações pela terra nua e benfeitorias das propriedades serão pagas em dinheiro, ao contrário das indenizações para fins de reforma agrária, pagas em títulos da dívida pública resgatáveis em até 20 anos. Na região predominam títulos paroquiais e documentos de posse ou sucessão familiar.
O título é coletivo, intransferível e inegociável, e as áreas não podem ser divididas. Assim, as famílias serão beneficiadas por gerações, assegurando a preservação da cultura e tradições, assim como a sobrevivência das famílias com a garantia de terras para moradia, trabalho e produção. As famílias quilombolas que tiverem títulos no território serão indenizadas pelo valor da terra nua, já que a área será incorporada ao domínio coletivo e as benfeitorias continuaram a ser utilizadas
No sistema jurídico brasileiro, o direito de propriedade não é absoluto, mas em casos de desapropriação os proprietários têm direito à indenização prévia e justa. Todos podem questionar os valores oferecidos após vistoria e avaliação de acordo com a tabela de preços referenciais do Incra, utilizada como parâmetro para definição dos valores de cada imóvel, individualmente. Em caso de acordo, o processo de desapropriação torna-se mais rápido. Em todo o país, o Incra trabalha atualmente com 41 decretos de regularização de comunidades tradicionais quilombolas, publicados nos exercícios de 2009 e 2010. (Informações da ascom/MPF)

Agência Câmara de Notícias - 20/04/2011 - 16h23
Representante de comunidade quilombola denuncia ameaça de morte
A representante da comunidade quilombola do Povoado de Mesquita, Sandra Pereira Braga, alegou estar sendo ameaçada de morte em razão da defesa do território da comunidade, que já teve as terras demarcadas, mas ainda não homologadas. Ela disse que não vai se acovardar. A comunidade está localizada na Cidade Ocidental (GO), na região do Entorno de Brasília.
Sandra pediu apoio das instituições públicas (nas esferas federal, estadual e municipal) para a regularização do território. “Por estar muito próxima a Brasília, a comunidade passa por um processo de valorização imobiliária.”
Além da regularização, ela enfatizou a necessidade de políticas públicas para oferecer qualidade de vida aos quilombolas de Mesquita.
Políticas públicas
A secretária de Políticas para as Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Ivonete Carvalho, lembrou que a luta dos quilombolas conta com um marco legal já consagrado na Constituição e que precisa ser respeitado.
A secretária destacou que a demora na legalização fundiária não impede a comunidade de ter acesso a políticas públicas importantes, inclusive o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. “Basta a comunidade estar certificada como quilombola.”
A audiência, promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, ocorre no plenário 9.

Pantanal News (Aquidauana/MS) - 20/04/2011 - 09h37
Começa a coleta de dados da pesquisa nutricional com quilombolas
No Rio de Janeiro, em São Paulo e no Maranhão, em abril, 31 comunidades serão visitadas por equipes de pesquisadores contratadas pelo MDS
Durante o mês de abril, 23 comunidades quilombolas tituladas do Maranhão, duas do Rio de Janeiro e seis de São Paulo receberão as visitas das equipes de pesquisadores responsáveis pela coleta de dados da pesquisa de avaliação nutricional. O trabalho de campo começou no dia 9 deste mês e busca revelar o perfil nutricional de crianças menores de 5 anos, além de avaliar a situação socioeconômica das famílias. O levantamento abrangerá 173 comunidades quilombolas que obtiveram título de posse coletiva da terra entre 20 de novembro de 1995 e 14 de outubro de 2009. No total, serão 55 municípios pesquisados. Durante as visitas, as crianças nessa idade serão medidas e pesadas.
Conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o levantamento pretende também analisar o acesso das 173 comunidades quilombolas aos serviços, benefícios e programas governamentais. “Sabemos que essa população é mais vulnerável, as crianças têm situação de desnutrição maior que a população em geral”, alerta a coordenadora de Avaliação do MDS, Rovane Ritzi. 
A informação da coordenadora é confirmada pelo estudo realizado em 2005 pelo ministério. Naquela época, os dados revelaram que, de cada dez crianças com até 5 anos que vivem em comunidades quilombolas, uma está desnutrida. A mesma avaliação constatou que 11,6% dos meninos e meninas dessas localidades apresentam déficit de altura para a idade, principal indicador para aferir a desnutrição. O levantamento igualmente traduziu o perfil socioeconômico da população.
Para desenvolver o trabalho de campo, o MDS contratou o Núcleo de Pesquisa, Informação e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense (Datauff). A empresa foi selecionada por edital público, no âmbito do projeto de cooperação técnica firmado entre o MDS e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Cada equipe possui um profissional para medir e pesar as crianças, dois pesquisadores e um coordenador de campo. “Após a pesquisa no Maranhão, em São Paulo e no Rio de Janeiro, vamos ao Sul, ao Pará e ao Amapá”, explica Rovane.
Mobilização – Agentes comunitários de saúde também participarão do levantamento, para pesar e medir as crianças. Rovane explica que, antes do trabalho de campo, foram realizadas oficinas técnicas regionais com as comunidades. Esses encontros, ocorridos em Brasília, Belém, Santarém, no Pará, e São Luís, apresentaram os objetivos e a metodologia da pesquisa.
De acordo com Rovane, a participação dos agentes comunitários é essencial, já que possuem conhecimento prévio sobre a realidade local. Cerca de 11 mil famílias serão entrevistadas e os dados do estudo serão divulgados em 2012.
 

Navegação