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Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência aponta que os jovens negros são as principais vítimas expostas à violência no Brasil

por publicado: 12/12/2017 11h35 última modificação: 12/12/2017 11h36

Lançado nesta segunda-feira, 11 de dezembro de 2017, no Palácio do Planalto, em Brasília, o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência - IVJ 2017. Elaborado pela Secretaria Nacional de Juventude - SNJ da Secretaria de Governo da Presidência da República, em parceria com a UNESCO e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública - FSP, e a colaboração da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, o material traz afirmações que a jovem negra tem duas vezes mais chances de ser morta no Brasil do que as brancas na mesma faixa etária. Entre os homens, o risco de um jovem negro ser assassinado é 2,7 vezes maior que de um jovem branco.

Sobre essa triste realidade brasileira, o Secretário Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, destaca o trabalho realizado pelo Plano Juventude Viva, que tem como objetivo principal reduzir a vulnerabilidade de jovens negros que vivem em situação de violência no país. E chama à responsabilidade e a integração das instituições públicas responsáveis pelo desenvolvimento e transversalidade da pauta para que atuem em parceria constante com a sociedade civil. “Trabalhar o enfrentamento a violência contra jovens negros e garantir seu acesso a educação como instrumento de prevenção a esta violação de direitos é um desafio e nós estamos aqui pra isso”, ressalta.

O trabalho baseado na transversalidade ministerial e interdisciplinar permitirá ao Estado Brasileiro identificar os principais pontos onde estão localizados a população em situação de vulnerabilidade, atendendo as especificidades desses grupos com capacitações sobre processos de formação, mercado de trabalho, saúde, entre outros e protegendo as interseccionalidades das identidades sociais.

As estatísticas apresentadas pelo IVJ 2017 serão utilizadas para embasar o novo formato do Plano Juventude Viva, coordenado pela SNJ de responsabilidade compartilhada com a SEPPIR, com ações de inclusão social e autonomia para os jovens de 15 a 29 anos expostos às situações de violência nos municípios de maior vulnerabilidade para a juventude, com foco prioritário na população negra.