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Secretário Juvenal abre a programação da IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), em Alagoas

por publicado: 28/11/2017 16h02 última modificação: 28/11/2017 16h14

A Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), em parceria com o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), promoveram a IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), realizada entre os dias 27 e 28 de novembro, em Maceió-AL. Orador da palestra magna ocorrida na abertura do evento, o secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, destacou a importância da conferência estadual como um instrumento de avaliação de políticas para população negra e reafirmou o compromisso do governo junto a sociedade civil proposto pela IV Conapir, evento que discutirá em maio de 2018 as políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade racial. “Esta conferência representa uma vitória do povo negro, o nosso povo está invisibilizado e a conferência vem demonstrar que estamos na luta pelos nossos direitos em busca de uma democracia com justiça social”, afirmou.

O secretário destacou conquistas como as propostas apresentadas pela Seppir para execução em 2018, destinadas a doação de equipamentos essenciais ao funcionamento dos conselhos e órgãos de promoção da igualdade racial. O valor expressivo arrecadado de R$ 153.452.451,00 superou o montante arrecadado nos últimos cinco anos pela instituição. São quatro computadores, uma impressora multifuncional, um bebedouro, um refrigerador e dois veículos que serão utilizados para equipar e apoiar o funcionamento destas instituições para melhor atendimento à sociedade promovendo agilidade e eficiência nos atendimentos.

Na programação ainda foram realizados painéis temáticos, grupos de trabalho, apresentações culturais, entrega do prêmio Tia Marcelina, uma plenária final com a aprovação das propostas e a eleição dos delegados.  

Prêmio Tia Marcelina - O título é um reconhecimento à pessoas e instituições que atuam em prol do empoderamento e do protagonismo da mulher negra no Estado, buscando o fim do preconceito e da discriminação. É uma homenagem a uma ex-escravizada de origem africana, descendente do Quilombo dos Palmares e matriarca do candomblé em Alagoas. Tia Marcelina foi morta durante o movimento que perseguiu e torturou religiosos de matriz africana em 1912, conhecido historicamente como o Quebra de Xangô.