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Audiência pública debate instituição do Dia Nacional da Lembrança do Holocausto

por publicado: 28/09/2017 11h36 última modificação: 28/09/2017 11h39

Nesta quarta-feira (27/09), a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, participou de audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, com a finalidade de debater a instituição do Dia Nacional da Lembrança do Holocausto. Promovida pela Comissão de Cultura, a atividade também teve a presença do representante da Associação de Sobreviventes do Holocausto, Thomas Venetianer, do membro da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Roberto Luis Faingold, e da integrante da Congregação Israelita Capixaba (Cicapi), Marcia Boukai.

“A necessidade da data se baseia no princípio de que precisamos implementar ações que envolvam a promoção do respeito e da igualdade. No que se refere aos genocídios, acredito que a ocasião é propícia para também abordar o extermínio que há décadas assola os chamados PPP's: pretos, pobres e da periferia. São eles as principais vítimas de assassinatos. Nossos jovens pretos, pobres e da periferia vêm morrendo. Por este motivo, eu chamo de Holocausto da juventude negra”, afirmou a ministra.

Entre os relatos, Thomas Venetianer destacou as atrocidades ocorridas durante o Holocausto, que resultou na morte de milhões de judeus. “Nasci em 1937. Aos sete anos, fui prisioneiro em dois campos de concentração, um no território eslovaco e outro tcheco. A tragédia assolou a minha família e toda a comunidade judaica”.

Holocausto

Conforme ressaltado pela Conib, o Holocausto foi o massacre de judeus e outras minorias perseguidas pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Foi a primeira vez na história da humanidade em que um Estado criou uma política de extermínio de um povo inteiro e empregou todos os seus recursos para cumprir esta meta.

Segundo a Confederação, a estimativa oficial é de que, desde o início da Segunda Guerra até a rendição nazista, 6 milhões de judeus tenham sido mortos pelos nazistas e seus colaboradores, quase 70% da comunidade judaica que vivia na Europa. Os historiadores também calculam que de 2 a 3 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 2 milhões de poloneses, 1,5 milhão de ciganos, 200 mil dissidentes e pessoas com necessidades especiais, 15 mil homossexuais e 5 mil testemunhas de Jeová tenham perecido nos campos de concentração e extermínio nazistas durante a guerra.