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Mapa da Violência 2016 é lançado em Brasília

por publicado: 16/02/2017 11h46 última modificação: 16/02/2017 14h06
Foto: SNJ

Foto: SNJ

O Secretário Substituto de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos, Juvenal Araujo, participou nesta quarta-feira (15/02) do lançamento do "Mapa da Violência 2016: homicídios por armas de fogo no Brasil", realizado na Câmara dos Deputados. Acesse o Mapa aqui.

A publicação, desenvolvida pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – Flacso, avalia a evolução dos homicídios por armas de fogo no Brasil, no período de 1980 a 2014, e as variantes como sexo, raça/cor e idade das vítimas, além de contar com uma série histórica que analisa os índices por estados e municípios. O estudo mostra que é crescente o número de vítimas, principalmente entre jovens negros.

O maior número dessas mortes é registrado aos 20 anos de idade, quando os homicídios atingem a marca de 67,4 mortes por 100 mil jovens. A identificação raça/cor só começou em 2002. No período compreendido entre 2003 e 2014, o número de homicídios por arma de fogo entre a população branca diminuiu 26,1% e entre a população negra aumentou 46,9%. Em 2003 morreram 71,7% mais negros do que brancos e, em 2014, esse número saltou para 158,9%, o que significa que morreram 2,6 vezes mais negros que brancos vitimados por arma de fogo.

Para o Secretário, o combate à violência se baseia em parcerias entre poder público, agentes de segurança e sociedade. “Estamos trabalhando para que ocorra a diminuição desses índices, através do Ministério dos Direitos Humanos e junto ao Plano Nacional de Segurança Pública. Estamos trabalhando na questão da formação da polícia militar e da mediação entre polícia e comunidade”, disse.

Plano Juventude Viva

Um dos principais projetos para a redução dos homicídios na faixa etária mais afetada é a retomada do Plano Juventude Viva, conforme comunicado anteriormente pelo Secretário Nacional de Juventude, Assis Filho, em encontro com a Secretária Substituta de Políticas de Ações Afirmativas do Ministério dos Direitos Humanos, Gabriela Cruz. A reunião ocorreu no último dia 07/02.

O Juventude Viva atua na articulação e direcionamento de programas e ações específicas para os jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de fomentar trajetórias de inclusão e autonomia, além de criar oportunidades de atuação dos jovens em ações de transformação da cultura de violência e reconhecimento da importância social da juventude.